segunda-feira, 9 de março de 2015

Professores definem futuro da greve nesta segunda


Depois de semana conturbada, um acordo começou a ser firmado na sexta-feira

BemParana
Docentes da rede estadual de ensino definem nesta segunda (9), às 8h30 horas, na Vila Capanema, o futuro da greve que completa 29 dias nesta segunda-feira. A assembleia foi convocada na sexta-feira passada, depois de uma reunião de representantes da categoria no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), com o governo do Estado, mediada pelo desembargador Luiz Mateus de Lima. O governo do estado firmou uma carta-compromisso com 17 pontos, se comprometendo a não mexer na Paraná Previdência e nos direitos adquiridos dos servidores.

“Mantivemos tudo aquilo que o Estado já havia assumido nas negociações anteriores para o encerramento da greve. Ajustamos apenas questões pontuais, demonstrando nossa clara intenção de não criar novos obstáculos para o reinício das aulas”, disse o secretário-chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra, que participou da reunião.
Durante a reunião no Tribunal de Justiça, na manhã de sexta, o professor Hermes Silva Leão recebeu a notificação da justiça referente à liminar que determina o retorno imediato às aulas. O comando de greve avaliaria todos os procedimentos jurídicos de recurso da liminar, segundo informou o professor.

Também presente à reunião, o secretário da Educação, Fernando Xavier Ferreira, ressaltou que o governo estadual fez concessões muito além da pauta que motivou a greve dos professores. “Ajustes são comuns em todo o início do ano letivo. O que precisa neste momento é uma ação colaborativa, envolvendo o Estado e os profissionais da Educação, para que não haja maiores prejuízos aos estudantes”, disse Ferreira. 
A greve foi deflagrada no dia 9 de fevereiro. Desde então, cerca de 950 mil estudantes da rede estadual, formada por 2.100 estabelecimentos, estão sem aula. 
Antes da liminar determinando o início das aulas, uma outra decisão da Justiça já havia determinado as aulas para os estudantes do terceiro ano, que seriam prejudicados com o atraso do ano letivo, já que no fim do ano prestam o vestibular e o Enem.