sábado, 7 de março de 2015

Indícios de doação para campanha e "mesada" colocam paranaenses na mira da Lava Jato


Senadora Gleisi Hoffmann (PT) e os deputados federais Nelson Meurer (PP) e Dilceu Sperafico (PP) estão na lista dos parlamentares que serão investigados

Redação Bem Paraná


O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou, na noite desta sexta-feira (6), a lista de pessoas que serão alvo de inquéritos na operação Lava Jato. Os pedidos de abertura de inquérito foram feitos pela Procuradoria-Geral da República na última terça-feira (3), mas estavam sob sigilo. O sigilo foi retirado nesta sexta-feira pelo ministro do STF Teori Zavascki.sta foi feita a partir das delações premiadas do ex-diretor de Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef. Zavascki acatou sete pedidos de arquivamento feitos pelo procurador, que não encontrou nas delações premiadas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef indícios suficientes para a abertura de inquéritos. Restam 49 pessoas a serem investigadas. Entre elas três paranaenses: a senadora Gleisi Hoffmann (PT) e os deputados federais Nelson Meurer (PP) e Dilceu Sperafico (PP). Segundo depoimentos de Youssef e Paulo Roberto Costa, dois deles receberram dinheiro para doação de campanha.

De acordo com Paulo Roberto Costa, houve pagamento indevido de R$ 1 milhão para a senadora Gleisi, por meio do Youssef, a pedido do então ministro Paulo Bernardo, para "auxílio" na campanha de Gleisi ao Senado em 2010. Em nota oficial divulgada por sua assessoria de imprensa, Hoffmann afirmou que não conhece e jamais manteve contato com Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef. Segundo o texto, a investigação "é oportunidade de esclarecimento dos fatos" e "a forma de acabar com o julgamento antecipado". "O maior patrimônio que eu tenho, construído ao longo destes anos, é o meu nome e a minha trajetória pública em defesa do direito das pessoas e de uma sociedade com justiça social", 
De acordo com o doleiro, Dilceu Sperafico está entre os parlamentares e ex-parlamentares de menor expressão dentro do PP, que recebia repasses mensais entre R$ 30 mil e R$ 150 mil da "cota" da legenda no esquema de corrupção que atuava dentro da Petrobras.
Youssef afirmou em depoimento que o deputado Nelson Meurer recebeu R$ 4 milhões para financiamento de campanha em 2010. O parlamentar também faria parte do núcleo político do PP que recebia repasses de R$ 250 mil a R$ 300 mil mensais, um grupo de mais "expressão" que Sperafico.
Todas as pessoas da lista estão supostamente envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras que, segundo a Polícia Federal, movimentou R$ 10 bilhões em lavagem de dinheiro e pagamento de propina. De forma geral, os crimes mais citados  são corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.