quinta-feira, 12 de março de 2015

Dissidentes preparam “bloco independente” na Assembleia


Ivan Santos/BemParana




Um grupo de deputados estaduais – a maioria integrante de partidos da base do governo Beto Richa (PSDB), mas que foi contra o “pacotaço” de corte de gastos enviado à Assembleia Legislativa em fevereiro e retirado de pauta após a invasão da Casa por manifestantes e servidores contrários às medidas – se movimenta para formar um “bloco independente”. Segundo o deputado Ney Leprevost (PSD) – um dos governistas que se rebelou contra o pacote – dezesseis dos 54 parlamentares estariam na “mira” do bloco.
“Não somos oposição. São deputados que não são filiados nem ao PT, nem ao PMDB. Alguns estão em partidos que fazem parte da base do governo. Temos 16 nomes que serão consultados a partir da semana que vem para saber se querem fazer parte do bloco”, disse, citando entre eles os deputados Tercílio Turini (PPS), Chico Brasileiro (PSD), Márcio Pacheco (PPL) e Luiz Carlos Martins (PSD).
“Muitos não estão dispostos a votar sempre com o governo, principalmente no caso de medidas que prejudiquem os trabalhadores e servidores, nem a fazer oposição sistemática, criticando tudo”, explica Leprevost.
A ideia de formar o bloco surgiu a partir da crise que resultou na invasão da Assembleia e na rejeição ao pacote do governo. Na ocasião, 16 deputados votaram contra a proposta de transformação do plenário em comissão geral para a votação das medidas, como queria o Executivo. Desses, apenas seis são oposição declarada ao governo Beto Richa. Os demais integravam a base governista, mas se rebelaram contra o pacote e se alinharam à oposição e aos servidores. “O Palácio já nos considera fora. Todos os que votaram contra a comissão geral são considerados pelo governo como oposição”, avalia o deputado do PSD.

Além de Leprevost, se alinharam à oposição contra o pacote o líder do PSC na Assembleia, deputado Leonaldo Paranhos e seu colega de bancada, Evandro Araújo; Adelino Ribeiro (PSL), Gilberto Ribeiro (PSB), Ademir Bier (PMDB), Márcio Pauliki (PDT), Nelson Luersen (PDT), Edson Praczyk (PRB) e Rasca Rodrigues (PV), bem como os já citados Tercílio Turini, Chico Brasileiro e Márcio Pacheco.