Recuo é resultado, entre outras causas, do aumento das negativas da família; Sesa quer acabar com o tabu
| Ana Ehlert /BemParana
O Paraná registrou redução no número de doações para transplante no primeiro semestre deste ano. Em comparação ao mesmo período de 2013 o recuo foi de 21,6%, diferente dos anos anteriores, quando o Estado avançou bastante nos transplantes realizados. O maior problema verificado pela Central Estadual de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), foi a negativa das famílias de possíveis doadores. Por isso, na segunda-feira foi lançada uma campanha estadual para tentar mudar esse cenário. O Paraná tem atualmente 2.222 pessoas na fila de espera por algum tipo de órgão.
Embora o número já tenha chegado a 4 mil pessoas na fila, o ideal seria que houvesse apenas 1.000 pessoas à espera. “Infelizmente, essa é uma fila que nunca será zerada e que não terá o mesmo desfecho para todos”, afirma Arlene Badock, diretora da Central de Transplantes. De janeiro a julho deste ano foram realizadas 327 notificações para doação de órgãos no Paraná, mas em apenas em 31% deles houve a doação — ou seja, foram 103 doações e 224 negativas. Destas negativas, a recusa familiar é a que aparece em primeiro lugar com 89, seguida de exames clínicos que detectam que não é possível a doação com 66.
Embora o número já tenha chegado a 4 mil pessoas na fila, o ideal seria que houvesse apenas 1.000 pessoas à espera. “Infelizmente, essa é uma fila que nunca será zerada e que não terá o mesmo desfecho para todos”, afirma Arlene Badock, diretora da Central de Transplantes. De janeiro a julho deste ano foram realizadas 327 notificações para doação de órgãos no Paraná, mas em apenas em 31% deles houve a doação — ou seja, foram 103 doações e 224 negativas. Destas negativas, a recusa familiar é a que aparece em primeiro lugar com 89, seguida de exames clínicos que detectam que não é possível a doação com 66.
A campanha “Doação de Órgãos – Fale sobre isso”, tem a intenção de atingir a família do doador. “O objetivo é incentivar o cidadão a declarar para seus familiares e amigos a intenção de ser um doador”, explica Arlene. Realizada pela Secretaria, a campanha marca o Mês Mundial da Doação de Órgãos, comemorado em setembro. Ela justifica a campanha como necessária à fomentação do assunto transplantes de órgãos entre os familiares para que o assunto deixe de ser um tabu e se transforme em uma conversa comum.
A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), o Lions Clube Internacional, a Federação Paranaense de Futebol, a Copel, a Sanepar e a Celepar são parceiros na campanha. Arlene revela que para a campanha foi criada uma marca, a de um coração estilizado, que deverá ser veiculado em embalagens de alimentos, sucos e refrigerantes. “Com isso, pretendemos fazer com o assunto seja debatido por todos da família e, quando a pessoa manifestar a intenção de ser doador de órgãos que ela seja respeitada”, afirma.
No Paraná são realizados transplantes de corneas, rins, coração, pâncreas e fígado simples ou multiplos. Um único doador é capaz de salvar 10 vidas, uma vez que são passíveis de serem doados pulmões, ossos, tendões, pele e válvulas cardíacas. Como a fila para transplantes é nacional, os órgãos necessários são encaminhados para os estados onde há um paciente apto a receber o órgão.
