terça-feira, 6 de agosto de 2013

BOLETIM CULTURAL DA API


API - Associação Paranaense de Imprensa

Fundada em 31 de Outubro de 1934


Em 06 Agosto 2013



1. NYT E WASHINGTON POST
Após bater na casa dos 700 mil assinantes de sua versão digital – quase próxima dos 730 mil exemplares do jornal impresso - o grupo empresarial americano “The New York Times” decidiu vender outras publicações para se concentrar no negócio principal. Assim, foi vendido o jornal “The Boston Globe”, que carregou junto outros negócios (site, um jornal associado em Massachusetts e uma empresa de comunicação). Rejeitando o modelo de oferecer noticiário eletrônico gratuito, o NYT adota o sistema de leitura porosa: após um determinado número de acessos o usuário passa a pagar pelos cliques – estilo adotado no Brasil pela Folha e outros veículos.
Como último tempo nessa esteira de mudanças, o jornal “The Washington Post” acaba de ser vendido para o magnata Jeff Bezos, da Amazon.
2. LÉXICO DO SÉCULO
Para os dicionaristas do Instituto Houaiss, a comunicação se tornou o léxico do século 21, - deixando seu papel secundário para se tornar estrutural - “uma atividade humana e um processo tecnológico que se espalhou tão rapidamente a ponto de mudar o mundo”. Essa é a visão que Antonio Neiva, professor associado da Universidade do Alabama, explicou na introdução do Dicionário Houaiss de Comunicação e Multimídia. No conceito desse especialista as várias mídias estão convergindo, a partir de categorias anteriores como jornalismo, publicidade e cinema.
3. RELAÇÃO NAS MÍDIAS
A propósito, o professor Manuel Castells - sociólogo espanhol estudioso da influência das novas mídias para as mobilizações que agitam diversos países, Brasil inclusive -, explica que a mídia tradicional reage mais lentamente aos fatos. Enquanto isso os novos processos criados pela internet e celulares com câmeras, permitem cobertura rápida (muitas vezes em tempo real) das manifestações. Mas, ao lado de gerarem material para – ou reproduzirem noticiário dos veículos tradicionais -, elas continuam ligadas a estes. É que a mídia corrente mantém papel central para que as mensagens cheguem ao grande público, e impulsionem a transformação de valores buscada pelos ativistas dos novos movimentos sociais. 
4. RISCO DE MONOPÓLIO
Mas há um risco: o de se estabelecer novas formas de monopólio na transmissão das mensagens em redes sociais – alerta o editor Gustavo Romano, mestre em Direito e Administração (Harvard e London School). Operadores como o Google e o Facebook estabelecem suas regras, de simples adesão para um usuário que fica sem alternativas: ou aceita ou cai no ostracismo on-line. Para manter essa “nova forma de monopólio” tais gigantes contratam, inclusive, serviços de lobby em países como o Brasil, atualmente discutindo como aplicar um marco regulatório para a internet. 
5. LIBERDADE DE EXPRESSÃO
O princípio da liberdade de expressão voltou ao centro dos debates. Nos Estados Unidos, Inglaterra e outros países estabilizados (e vistos como na vanguarda civilizatória) o tema passou a ser discutido após a revelação do nível e extensão do monitoramento que os governos aplicam aos cidadãos – a pretexto de defesa dos interesses da segurança nacional. Nos países periféricos a questão é mais crua: na Venezuela o editor de um jornal de oposição foi preso sob acusação de suposta lavagem de dinheiro, enquanto outro teve suas contas bloqueadas pela Justiça. Em ambos os casos, os profissionais do país e a Sociedade Interamericana de Imprensa denunciaram a ação como tendo caráter político.
6. TURBULENCIA NO RÁDIO
A área do rádio prossegue em turbulência: na CBN Curitiba – uma das poucas emissoras locais que apresenta um serviço noticioso de geração própria – ocorreu a saída dos jornalistas José Wille e Álvaro Borba, âncoras da programação; estando para ser confirmado, também, o desligamento do chefe de Redação Marcos Tosi. Outras estações de rádio também cancelaram o Departamento de Esportes, passando a transmitir em rede com grupos maiores sediados em São Paulo ou Rio.
7. VALMOR EM CONGRESSO
O jornalista Valmor Stédile, associado da API, será o relator do tema “Comunicação Social, novas mídias e redes sociais”, no 5º Congresso Nacional do PDT, entre 23 e 24 de agosto próximo. Segundo Valmor a linha condutora do seu trabalho se baseará no primado de Alberto Pasqualini, um dos fundadores do trabalhismo brasileiro, para quem a imprensa deve ser orientada para a isenção e a verdade.
8. VELHA GUARDA REUNIDA
O lançamento do livro “Mugido do Trem”, pelo jornalista Nilson Monteiro, reuniu no MON, segunda-feira, inúmeros profissionais de imprensa, autoridades (como o governador Beto Richa e o ex, Jaime Lerner), além de empresários e lideres da comunidade paranaense. Nilson, profissional experiente, é assessor especial do Governo do Estado e trabalhou em Londrina antes de se mudar para Curitiba. 
9. SEM TERESINHA
O jornalismo paranaense perdeu, no final de julho, uma destacada profissional – a jornalista Teresinha Schon Teixeira. Oriunda de família ligada ao jornalismo, ela trabalhou no Canal 6, Imprensa Estadual e outros órgãos. Morta aos 68 anos, Teresinha retornou para morada definitiva, à sua nativa cidade da Palmeira, na região dos Campos Gerais.

Rafael de Lala, Presidente da Diretoria

Hélio Freitas Puglielli, Diretor de Assuntos Culturais.