terça-feira, 2 de julho de 2013

BOLETIM CULTURAL DA API


API - Associação Paranaense de Imprensa

Fundada em 31 de Outubro de 1934




1. FIFA RECLAMA
Acostumada a ser festejada pelos órgãos de comunicação nos países do chamado Terceiro Mundo a FIFA criticou a imprensa brasileira em seu balanço da Copa das Confederações. A entidade multinacional do esporte reclamou que jornais e demais veículos de comunicação devem colocar “objetividade nessa discussão”. “Jornalismo não é só audiência, mas uma responsabilidade social”, avalia seu diretor para a área. O cartola futebolístico ponderou que os jornalistas deveriam adotar uma “abordagem racional” sobre as manifestações que cercaram os jogos, convidando-os a procurarem “enxergar o cenário completo”.
O mencionado senhor – Walter di Gregório – acostumou-se a considerar os brasileiros como um povo cordial, habitante deslumbrado do país do futebol e agora descobre – como os demais cartolas da entidade suíça – que “a gente quer diversão, mas também feijão”.
2. ABUSOS DA PM
Já que a temporada é de queixas, jornalistas que participaram da cobertura das manifestações reclamaram junto à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência (da República) de abusos da Polícia Militar, em vários estados. Os repórteres reclamaram que, em meio às multidões, acabaram levando tiros de balas de borracha, etc. As ocorrências diminuíram depois que as autoridades organizaram a identificação dos profissionais de imprensa – para diferenciá-los da massa de manifestantes - assim procurando deixa-los a salvo dos petardos de um e outro lado durante as mobilizações.
3. PROTEÇÃO DE DADOS
Como o governo brasileiro as autoridades da União Européia querem reforçar a proteção de dados de seus governos e cidadãos, depois que foram denunciadas violações por parte de terceiros países. A União Européia iniciou investigação sobre as operações de bisbilhotagem conduzidas por agencias de segurança interna dos Estados Unidos e, uma vez confirmadas as denuncias, está pedindo explicação sobre tais ocorrências. As informações foram publicadas numa revista alemã - dando conta de milhões de dados transferidos, inclusive de base econômica.
Anteriormente, no Brasil, o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) indicou urgência na construção de centros de dados de operadores de redes no país, para assegurar o sigilo das comunicações previsto na lei nacional.
4. PRECISAMOS DA LEI
O Brasil precisa definir a legislação para regular a internet, porque embora a rede passe uma sensação de ‘desterritorialização’ os serviços são prestados por empresas situadas nos Estados Unidos. E os termos de uso de tais serviços ‘gratuitos’ alertam que as firmas coletam dados de que passam a ser proprietárias. A lição parte de “experts” reunidos em um fórum sobre privacidade na rede, organizado pelo jornal “Folha de S. Paulo” para seu caderno TEC. Como boa parte das empresas de internet é de lá, o governo americano tem acesso a dados de usuários do mundo todo. “Se houvesse uma lei protegendo os usuários, as empresas de tecnologia que quisessem oferecer seus serviços no Brasil teriam que se adequar” - explica a advogada Patrícia Peck, especializada em direito digital.
5. DEFENSORA DO MEIO E DIREITOS
Faleceu em Curitiba na semana passada a jornalista Teresa Urban, destacada defensora do meio ambiente no Paraná. Antiga militante de esquerda duramente afetada pelo período autoritário (escrevendo livros a respeito), Teresa Urban se considerava uma defensora da cidadania que buscava legar a seus descendentes um mundo melhor do que o vivido por sua geração. Nessa linha integrou-se ao movimento ambientalista, preparando livros sobre a defesa dos padrões de convivência entre a natureza e os seres humanos. Suas obras foram bem recebidas pela crítica e Teresa tornou-se conselheira da autoridade nacional de meio ambiente; além de militar no resgate da cultura polonesa. Um dado revelador de sua integridade pessoal: após a anistia, recusou pleitear a indenização que beneficiou muitos militantes, argumentando saber “dos riscos de sua luta”.

Rafael de Lala, Presidente da Diretoria
Hélio Freitas Puglielli, Diretor de Assuntos Culturais.