Cai significativamente os lançamentos imobiliários em todo país. Situação que abre novas perspectivas para os bancos que financiam obras no setor: os juros praticados sobre as incorporadoras também caiu em consequência disso. Agora a taxa média no crédito imobiliário para empresas foi para 10% ao ano mais taxa referencial (TR). A 24 meses atrás, a taxa média era superior a 12%, se comparados com os recursos direcionados, que compõem a maior parte do crédito imobiliário no país.
A demanda reprimida por crédito acontece justamente com o fim da onda de euforia do setor que coincide com dificuldades encontradas por incorporadoras no cumprimento de prazos de entrega. No primeiro trimestre, por exemplo, as incorporadoras com ações em bolsa lançaram, em conjunto, R$ 3,98 bilhões em novas obras, valor que indica um recuo de 18,2% ante o mesmo período do ano passado.
O volume de financiamentos para o setor despencou em 28% no país no primeiro trimestre, na comparação anual, para 28.603 unidades. A queda foi de 9,5%, para R$ 5,4 bilhões. Os números se referem a empréstimos feitos no âmbito do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos, que inclui recursos livres e da poupança e representa 89% do v0lume total.