- Escrito por Redação Comunique-se
Na tarde desta terça-feira, 30, funcionários da Rede Minas de Televisão, gerida pelo governo de Minas Gerais, organizam mais um protesto contra as demissões em frente à sede da empresa (Avenida Nossa Senhora do Carmo, no bairro Sion, Região Centro-Sul de Belo Horizonte). O grupo pede clareza no processo de reestruturação do quadro da emissora e na realização do concurso público. Cerca de 50 colaboradores já foram dispensados e cinco programas da casa foram extintos.

Funcionários realizam ato contra demissões em massa
(Imagem: Reprodução/Construtora Concreto)O grupo acredita que 100, dos cerca de 360 colaboradores da empresa, serão dispensados ainda nesta semana e que, com isso, a grade, que conta com 20 produções, seja reduzida a apenas cinco atrações. A direção da emissora não confirma a informação.
O ato tem o objetivo de impedir que novas demissões aconteçam até a realização do concurso público para que se cumpra o acordo de transição gradativa que foi feito com o Ministério Público. Na fanpage “Salve a Rede Minas”, funcionários pedem o apoio da sociedade para manutenção dos programas culturais e educativos da emissora.
Membro da comissão que representa os trabalhadores, Terence Machado, diz que as manifestações querem chamar atenção do público. “Quem está lá (na emissora) está sentindo um enorme esvaziamento com as demissões. Com mais demissões vai ficar difícil manter a programação no ar. Como tirar mais cem pessoas, sem afetar a programação? Já cortaram 50 há cerca de 2 meses. O objetivo é brecar esse novo corte que está marcado para amanhã, que é o último dia do mês”, disse ao jornal O Tempo.
Entenda o casoEm maio deste ano, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou o Projeto de Lei 3.252/2012, que propõe uma nova estrutura para preenchimento de vagas na emissora, que deve ser feito por meio de concurso público, sem garantia de permanência da grade atual, formada por contratados.
A empresa chegou a ser multada em R$ 3,8 milhões, em 2011, por não realizar concurso, previsto em acordocom o Ministério Público do Trabalho e o Ministério Público Estadual.